September 06, 2007

4807!

Aviso desde já que este post poderá ser algo extenso por isso se quiserem só ver as imagens e passar estas letrinhas todas à frente têm a minha compreensão :)


Eu e o meu primo com o Cervino ao fundo

Começou esta aventura com a ideia de eu,mais o meu primo Bruno e outro colega destas aventuras, o Miguel, irmos até ao Monte Rosa tentar fazer aquilo. Como dispúnhamos de algum tempo achamos por bem aproveita-lo e tentar também o Monte Branco.
Chegados a Zermatt a chuva deu-nos as boas vindas e acompanhou-nos ao longo do primeiro dia de caminhada desde a cidade ate perto do refúgio do Monte Rosa. a ideia era acampar perto do refúgio mas não tivemos tempo para fazer toda a caminhada, que se revelou bastante longa e a subir que se fartava!


Maciço do Monte Rosa,nunca conseguimos ver o cume

Achado o sítio para acampar foi montar a tenda e escutar o trovão e a chuva toda a noite. De manhã esperar que o temporal acalmasse para atravessar o Gornergrat, um glaciar enorme e finalmente chegar ao refúgio.
A ideia era subir ainda mais de tarde para dormir mais perto do cume e no dia seguinte atacar mas o temporal não passou, a neve durante a noite tapou o caminho e, segundo uma simpática do refúgio o tempo estava "not too good...".
Conjunto de factores que nos levou a atravessar de novo o glaciar em direcção a Zermatt e tentar a nossa sorte no Monte Branco.


Travessia do Gornergrat,com bastantes crevasses e gelo a partir que nos pregou alguns sustos...

Em Chamonix o tempo não parecia muito melhor porém,assim que começamos a subir,as nuvens ficaram para trás e a partir daí foi sempre céu completamente limpo, o que nos deu logo outra moral para puxar os nossos ricos 20kg montanha acima.


Subida até ao primeiro acampamento, com o Gouter ao fundo

O primeiro dia levou-nos por um caminho de cascalheira até ao Tete Rousse,a 3167m,onde já dormimos na neve e pudemos contemplar o Gouter, uma parede com uns 600m de rocha e gelo que tem que se escalar para chegar ao próximo acampamento. Não sendo nada de muito complicado, o facto de ser sem segurança e se levar a mochila pesadona às costas é o suficiente para lhe dar muita adrenalina e ser algo espectacular de se fazer!

Alisar o terreno para a tenda,com a parede do Gouter à nossa espera. No topo é possivel ver o refúgio do Gouter

Passada esta primeira noite,o dia seguinte começou cedo para que a travessia de um corredor de neve fosse feita com neve bem geladinha pois é em zona de avalanche e não inspira grande confiança. No fim desta começa a demorada subida do Gouter da qual não ha fotos porque a minha preocupação era levar a mochilinha bem feita e chegar la acima sem andar aos tombos...Tirar a máquina era algo que não dava muito jeito a meio da parede...

As nuvens estiveram sempre abaixo de nós

Passado este enorme obstáculo,e já a 3800m os efeitos da altitude começaram-se a notar. Valeram as aspirinas... Seguindo a rotina, a tenda foi montada e o resto da tarde foi passada a descansar.

Acampados a 3800m,com a subida para o Dôme do Gouter atrás de nós

Foi deste ponto que achamos bem fazer o ataque ao cume. O tempo estava bom e ia-se manter assim pelo que pelas 21h fizemos um "rico" jantar para irmos com as barriguinhas bem cheias para a "cama" e acordarmos bem dispostos passadas algumas horas e tentarmos a nossa sorte.
As nossas queridas massinhas de plástico...

O dia seguinte começou às 3h da manhã. Apesar de ainda ser cedo ja passavam algumas cordadas em direcção ao cume e nós lá nos juntamos à fila de frontais. Foi uma enorme subida até ao Dôme du Gouter,a 4300m. Caminhar àquela altitude custa muito mais e quando o frio começa a arrefecer o suor é preciso alguma vontade de chegar la acima para não voltar para o saco cama... No Dôme há uma pequena descida de onde se vê a última subida em direção ao cume, que ainda mede uns valentes 500m de desnível. Tudo isto de noite parece interminável mas, passo após passo, la se chega à ultima crista que dá acesso ao topo.

Última subida com o topo à vista

Por esta hora fazia mais frio que nunca ao ponto de o suor congelar nos óculos de sol. Chegamos ao topo às 7:15 da manhã onde tiramos algumas fotos e nao demoramos a descer porque tava uma geada daquelas...A descida foi bem mais agradável, dando para contemplar bem as vistas que são deslumbrantes. A toda a volta é possível ver muitos picos de rocha espectaculares,cumes como o monte rosa ou o Cervino, montanhas e mais montanhas até ao Horizonte.
Neste dia descemos até à tenda,dormimos um par de horas e descemos tudo até ao comboio onde dormimos à espera do próximo que so chegava pela manhã. Foi muito mais cansativo descer tudo isso que subir e foi muito bom podes descalçar as botas!
Ficam mais algumas imagens e,como de costume, em breve estará o best of no meu flickr e a coleção completa no picasa web albuns.





Dôme du Gouter,a última subida



A agulha do Midi



Outro pessoal no cume



Objectivo cumprido :)

August 16, 2007

trailler



Ontem, depois de darmos ouvidos ao professor Chibanga, e certos de que não choveria, fomos escalar! Fomos escalar AKA a Romana escalou de caraças (por pouco não encadeava um 6c) o Ruca se tivesse pés-de-gato fazia ver a muito escalador, eu fui para pôr a corda em top ao pessoal (mentirinha) e o Carlos (amigo do Ruca) foi fotografar.

Destino: Poios (durante a manhã); Buracas (à tarde para fugir à chuva).
Valeu a pena, com chuva e correrias de regresso e tudo. Porque aquela paisagem é fantástica e as vias abrem o apetite!

Quanto às fotos... Bom, é como nos filmes. Primeiro o trailler - o pessoal a escalar vem depois.

July 11, 2007

777

Algumas fotos de uma espécie de encontro de escaladores a 7 do 7 do 7.






July 03, 2007

Algures por Poios...

...com a malta de Erasmus!










O Felipe ;) só se descolou da rocha quando já não podia ver o próximo passo...














Como estes escaladores estão de viagem marcada, nada melhor que deixar um pequinino registo da sua passagem pelo nosso pequito país... que é lindo!!! ;)
Eles vieram de todas as partes, Brasil, Itália, Alemanha, etc... e vejam lá, até de ESPANHA!!!!
Agora deixam saudades! Muitas!
E imensas recordações dos bons momentos de convívio que passamos juntos!
David, Tibi, Felipe, Sara, Robert, Alessandro.... ;)

July 02, 2007

Space Cake à la Jorge Seta


Não há nada como ver um 7a a ser sacado com uns passos acrobáticos para espevitar a coragem. Juntar a isso uns gemidos esforçados, e já está. A Space Cake até parecia coisa para meninos.

Foi uma tarde bem passada no Salto, com uns nativos a fazerem escalada a solo na falésia (depois do merendeiro) e com a chuva que se fartou de ameaçar mas não caiu.

O Lapa e os alunos do Jorge (futuros campeões) também alinhavaram umas quantas vias. Já eu… dediquei-me, sobretudo, à mais recente versão de escalada – zen/contemplativa!

July 01, 2007

Já que não se escala...

Fotos da nossa ida de bike aos Picos da Europa. Foi muito fixe mas soube a pouco.
Eu, Cadinha e Miguel (outro Miguel :P)

June 29, 2007

planos para o fim-de-semana

Com tantos (e bons!) planos para o fim-de-semana, só faltava uma ajudinha do S.Pedro. Toca a rezar pessoal!

Continente


Sábado, 30 de Junho de 2007
Céu pouco nublado ou limpo, tornando-se gradualmente muito nublado
nas regiões a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela a
partir da tarde.
Períodos de chuva fraca no Minho e Douro-Litoral para o final
do dia.
Vento fraco a moderado (inferior a 25 km/h) de noroeste, sendo
temporariamente moderado a forte (25 a 40 km/h) no litoral a sul do
cabo Espichel, rodando para sudoeste na região Norte durante a
tarde.
Pequena subida da temperatura mínima.
Neblina ou nevoeiro matinal.

ESTADO DO MAR
Costa Ocidental: Ondas de noroeste com 1 a 1,5 metros, aumentando
gradualmente para 2 a 3 metros a norte do Cabo Raso e para
1,5 a 2 metros a sul do referido cabo.
Temperatura da água do mar: 15/17ºC
Costa Sul: Ondas de sudoeste com 1 metro.
Temperatura da água do mar: 18/19ºC
Domingo, 1 de Julho de 2007
Regiões do Norte e do Centro:
Céu geralmente muito nublado, diminuindo de nebulosidade nas regiões
do Interior durante a tarde.
Períodos de chuva fraca, em especial no litoral, passando a
aguaceiros fracos e pouco frequentes.
Vento fraco a moderado (inferior a 25 km/h) de noroeste,
sendo temporariamente de oeste na região Norte, e soprando moderado
a forte (25 a 40 km/h) do quadrante oeste nas terras altas.
Pequena descida da temperatura máxima, em especial nas regiões
do Interior.
Neblina ou nevoeiro matinal.

Regiões do Sul:
Céu pouco nublado ou limpo, apresentando-se muito nublado até ao
início da manhã com possibilidade de ocorrência de chuvisco.
Vento fraco a moderado (inferior a 25 km/h) de noroeste, soprando
moderado a forte (25 a 40 km/h) no litoral e nas zonas montanhosas.
Pequena descida da temperatura máxima nas regiões do Interior.
Neblina ou nevoeiro matinal.

June 15, 2007

Fui escalar para Yosemite

É a terceira vez que faço as 4h de viagem que separam San Francisco de Yosemite e "à terceira foi de vez". Finalmente escalei em Yosemite. Da primeira vez fui fazer uma bela caminhada e da segunda apenas passear.

A primeira visão do Vale

Aquele "nariz" de rocha que vêem ao lado esquerdo é o famoso El Capitan - The Nose. É o maior monolito do mundo, tem cerca de 1km da base ao topo. Ao fundo podem ver o Half Dome.

No geral, as vias em todo o vale têm centenas de metros e a escalada clássica é a regra. Primeiro porque é complicado equipar com plaquetes uma extensão tão grande (e vocês nem imaginam o quão complicado pode ser, mas já explico) e segundo porque essas vias são à base de fissuras. E o que é que uma fissura pede? Entalecos, pois está claro.

Grande spot para umas fotos!

Existem, no entanto, algumas vias de desportiva, com espaçamentos gigantes entre plaquetes. Também é difícil encontrar plaquetes a menos de 5 metros do chão, chegando mesmo a ter escalado uma via "totalmente equipada" em desportiva, em que a primeira plaquete estava a 15 metros (era um IV grau, diziam eles... mas em aderência!).

A rocha é granito de muito boa qualidade e a progressão faz-se através de técnicas de escalada de fissuras: entalamentos de punho, pulso, mãos ou dedos. Os entalamentos de dedos são os meus preferidos. Basta colocar a mão à medida na fissura e depois rodar, até ficarmos com os dedos uns por cima dos outros, entalando os "nós" dos dedos. As chaminés também são comuns.

Mais uma topalhada...

Tive a oportunidade de escalar algumas vias de clássica em top-rope. Uns supostos IV e V graus nos quais caí algumas vezes. Um europeu a escalar fissuras é como o Jorge a falar inglês: é muito complicado mas lá se consegue...


Fiquei-me então, como disse, pelas vias desportivas onde não abundavam nem fissuras nem plaquetes. Em conversa com os locais descobri a ética da equipagem em Yosemite. Primeiro pensei que fossem restrições do Parque Nacional de Yosemite, pois tentam preservar ao máximo o eco-sistema do parque. É permitido fazer fogueiras, mas é expressamente proibido apanhar lenha do chão (e acreditem que há imensos ramos e árvores caídas, pois ninguém lhes pode tocar) sendo obrigatório comprar lenha do exterior no mercado do parque.

A bela da fogueira em pleno parque nacional

A ética da equipagem de vias em Yosemite obriga a equipar de baixo para cima. Não se pode montar um rappel e ir furando na descida. É necessário escalar usando técnicas de escalada clássica ou artificial e ir furando pelo caminho. E não vale a pena ser português "desenrascado" como eu sugeri: escalar até ao top e depois furar as plaquetes intermédias... Nada disso.

Agora já perceberam porque é que as plaquetes estão tão espaçadas... mas se não perceberam, eu dou-vos mais uma razão que vos vai fazer mudar de ideias: não há berbequim para ninguém! Tem de ser tudo furado à mão (buril, martelos, etc).

As poucas fotos que tirei estão aqui.

Um abraço para todos,
Pedro Queirós
http://californing.blogspot.com